MEUS PASSOS
experiências adquiridas como mãe de primeira viagem
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Os dias foram passando, não mudou muita coisa e eu me sentia triste. Engraçado, tinha sonhado tanto com esse momento e estava triste. Ninguém fala como é. Sua vida muda totalmente. Eu trabalhava fora, fazia tudo dentro de casa, saia a hora que queria e voltava a hora que queria, mesmo durante a gestação. Agora ficava em casa o tempo todo, não saia para nada, não podia fazer nada em casa, tinha que dormir quando o Miguel dormia e tinha que esperar as pessoas fazerem as coisas para mim (essa era a pior parte, depender dos outros). Ainda bem que na maioria das vezes os outros era a minha mãe, mas mesmo assim. Ter que esperar alguém para ir na rua comigo, me deixava ainda mais triste.
Até que um dia, chorei muuuuito na casa da minha cunhada, deixei todos preocupados, mas decidi que naquele dia meu resguardo chegava ao fim, se não ia parar o hospício. No dia seguinte acordei, dei um jeito na casa, lavei loça, fiz almoço, lavei as roupas do miguel, passei. No outro dia arrumei ele e fomos no posto tomar vacina sozinhos, depois fui comprar roupa para ele, pegamos o ônibus e voltamos para casa. Pronto estava alegre novamente e nunca mais chorei. Meus pais e meu marido quase me mataram, minha sogra e minha vó falaram muito, mas entre minha mente e meu corpo, primeiro minha mente.
domingo, 31 de julho de 2011
Fomos para casa.
Ele chorava de fome, de sono. Sinceramente não sei de que.
Bom, eu só ouvia: - ele tá com fome. O leite é fraco. É melhor dar mamadeira.
Meus pais falavam que eu fui criada com mamadeira e não morri por causa disso. Isso me matava de raiva.
Sabia que meu leite não era fraco, mas só em pensar que meu anjinho tava com fome, meu coração ficava apertado.
As noites eram interminaveis, o miguel (esse é o nome dele) acordava de 2 em 2 horas para mamar e quando dava duas da manhã ele acordava e não dormia até dar 6 da manhã e voltava a acordar de 2 em 2 horas.
Eu e meu marido revesavamos, mas peito só eu tinha, então quando era a vez dele, ele pegava o miguel do carrinho, de dava, eu dava mamar e ele pegava de novo, colocava para arrotar e fazia ele dormir.
tinha noites que eu pedia a Deus paciência, calma e tudo mais que eu precisasse para suportar aquilo. Outras noites eu não suportava ele chorando e tinha vontade de sair correndo no meio da noite.
primeiros dias
Nossa foram crueis. Todo mundo diz que é uma maravilha. Eu quase surtei. Ele chorava de um lado e eu do outro.
Bom acho melho contar desde o inicio.
Meu filho foi planejado, desejado e esperado. Curti muito minha gestação, muito mesmo. Várias fotos, roupas e todos os cuidados necessários e não necessários para está fase.
Queria parto normal, mas no fim o medo falou mais alto e acabei optando pela cesária.
Ocorreu tudo muito bem, não senti nada. Nem antes,nem durante, nem depois. Já acordei querendo andar e cuidar do meu bebê.
Meu lindo bebê que nem dormi depois da cirurgia esperando ele chegar no quarto.
Quando amamentei ele pela primeira vez, foi emocionante. Apesar de não conseguir mexer quase nada do meu corpo e da enfermeira ter colocado ele no meu peito e o segurado o tempo todo.
O momento pior na maternidade foi ele chorando por horas sem parar. Sou enfermeira, mas na hora não sabia o que fazer, foi um desespero gigante, um dor no peito por não saber o que fazer (quer dizer não lembrar) e o mais cômico chamei a enfermeira e ela simplemente disse : é só cólica, mãe. É só aquecer a barriguinha. Então ele simplesmente parou de chorar e eu fiquei com cara de idiota, pensando eu sabia disso.
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